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O que é moda artesanal, afinal?

Nos últimos dias muita gente tem ficado curiosa com a proposta de moda artesanal. Me perguntam, dentre outras coisas, se as roupas são realmente costuradas inteiramente a mão. Não, não são. O que acontece é que elas não são feitas em larga escala. São peças feitas uma a uma, de coração e alma, com precisão e total atenção aos detalhes.

Toda peça é feita individualmente, seguindo seu respectivo roteiro de produção e conferida minunciosamente em todas as etapas. São cortadas uma a uma. Durante a costura, no caso de erros, a roupa é refeita – e não fazemos costura sobre costura. Os arremates são 100% manuais, assim como todos os bordados e aplicações. Eventuais sobras de tecido são cortadas rente à costura para um acabamento perfeito. As roupas prontas são passadas com delicadeza antes de serem etiquetadas e embaladas por mim, junto com uma última conferida: nada escapa dos nossos olhos.

A vantagem dessa dedicação toda é a qualidade e a exclusividade, o que possibilita trabalhar lado a lado com a cliente. Mas o mais importante de tudo é que, aqui no ateliê, a gente trabalha em excelentes condições e ama o que faz. Acredito que o luxo moderno é a integridade e priorizo esse ideal na cultura da empresa.

Em tempos de alta tecnologia têxtil a confecção artesanal está desaparecendo e as consumidoras mais exigentes buscam algo que seja diferente do resto, algo que defenda seus valores e convicções e os traduza a uma realidade prática. O resultado é um produto feito com carinho e cuidado exclusivamente para alguém especial: você.

A alta costura francesa é o exemplo mais tradicional de moda artesanal, onde cada peça é feita à perfeição. Para quem quer saber mais, recomento a leitura da matéria da Veja São Paulo sobre o feitio das bolsas Hermés: Aqui.

É claro que estamos muito longe de comparações com as Maisons europeias, mas penso grande e procuro me inspirar nos melhores – lembrando que a Coco Chanel dos pampas aqui pratica preços acessíveis e não usa pele animal.

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Lançamento Porto Alegre

Queria compartilhar aqui a minha alegria com o nascimento da minha marca e contar um pouco do que foi conquistado nas últimas semanas. A ideia já vinha sendo trabalhada há um bom tempo e, como tudo tem sua hora, cá estamos. A marca leva meu nome e realmente tem muito de mim e da minha personalidade: o básico caminhando lado a lado com a modernidade, o simples projetado de forma criativa, o conforto levado tanto a sério quanto a estética e uma vontade enorme de fazer a diferença. Levo a modelagem a sério e me preocupo com cada detalhe, fiquei muito orgulhosa do resultado final e, enfim, chegou a hora de mostrar o resultado.

Ainda vou contar mais sobre tudo o que foi feito, o conceito e os detalhes, mas é muita coisa para um post só. Em tempo, preciso dizer obrigada a todas vocês! Essa primeira apresentação foi feita especialmente para o meu círculo social, a coleção era mesmo bem pequena. A ideia era conferir a modelagem, ver que peças, tamanhos e cores tinham mais saída. Dar um estímulo para ter as primeiras respostas de mercado que eu precisava! A receptividade superou minhas expectativas. O apoio que vocês estão me dando faz toda a diferença e não tem o que pague esse voto de confiança.

Para vocês curtirem um pouco do evento, seguem algumas fotos. O clima foi de descontração total, cheio de gente bonita e conversas animadas.

Até agora o feedback me mostrou que tô indo na direção certa, e eu to muito feliz. Tenho mil motivos pra comemorar, mas ainda muito a aprender. Para isso, o retorno de vocês é fundamental.

Agora estou às voltas na reposição de peças, organizando o lançamento em Bagé e a coleção de verão – que eu to caprichando!
A ideia é me superar a cada coleção e que vocês estejam por perto acompanhando essa evolução.

Beijos.
LL.

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A estampa de todas as vezes

Atemporal e adequado a todas as estações, o xadrez é a estampa que mais se fez presente na minha primeira coleção justamente pela sua versatilidade.

De origem europeia –  trazido ao guarda-roupas feminino em 1916 por Coco Chanel – e marca registrada da Burberry, hoje é um clássico para todas as idades e estilos.

Que outro padrão é sinônimo do preppy/colegial e ao mesmo tempo do grunge/punk rock? A ideia é oferecer uma peça que seja adaptável e todos os estilos e usável por muito mais que uma ou duas temporadas.

Não se convenceu? Dá uma olhada nesses looks modernos e nada caricatos.

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