Ludmila Lucas

Vestido Jacquard

Essa foi a primeira peça mais festiva que produzimos. e, como eu sou fã do clássico, o modelo não poderia ser diferente. Quem quer um vestido que sai de moda no ano seguinte? O objetivo foi criar uma peça-chave que pode durar uma vida e se adequar a diferentes ocasiões, tanto noturnas quanto diurnas.

Para isso, o tecido deveria ter qualidade superior. usamos um jacquard espanhol belíssimo, com brocados discretos em tema floral, em quatro cores: verde esmeralda, vermelho rubi, preto ônix , pérola e marfim. A ideia era mesmo remeter ao tema de pedras preciosas. Para ser exclusivo (como uma joia) a tiragem foi bem pequena.

Para seguir a proposta de versatilidade, ele é curto. Afinal de contas, é um cocktail dress. O modelo é levemente corsetado, o que deixa acinturado e veste super bem (a Lisi, Mari e Carol têm corpos diferentes e todas ficaram lindas). Detalhes são o design, portanto os botões de ótima qualidade e o acabamento é em costura aberta.

Eu amei o resultado e espero que vocês também gostem.

Beijos,

LL.

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Verão 2015

Oi gente!

Já faz um tempo que o blog anda parado, que o site não vem sendo atualizado. Eu fico feliz que tenha gente cobrando isso! A verdade é que a produção de dezembro me engoliu como uma onda e, quando percebi, já estava envolvida demais – foi difícil parar. Mas março chegou e eu finalmente estou aqui para retomar o mundo virtual e mostrar as fotos oficiais da coleção.

Carão e poses ousadas não têm muito a ver comigo e nem com a ideia da marca, que preza pela simplicidade. A ideia era transmitir essa essência de mulheres normais que fazem coisas reais, gente como a gente. Pra isso eu pude contar com a ajuda das incríveis Carol SilvaLisi HoffmannMari Garrastazu – a escolha não poderia ter sido melhor, cada uma delas representa a marca com maestria: são lindas, leves, descomplicadas e bem resolvidas.

E para não ter um quê de editorial, as fotos foram feitas por um fotojornalista, o talentosíssimo Pedro Blanco, que – além de trabalhar 24 horas corridas – fez tudo ser bem mais divertido. Fomos às ruas e aguentamos calor escaldante, sol e até uma chuvinha no final.

Foi um trabalho que eu gostei muito de fazer e o resultado é o que vocês vão ver nos próximos dias, dividido em uma série de posts. Como sempre a coleção é pequena, as peças são exclusivas e atemporais, com muitos detalhes manuais e acabamentos de alta costura.

Agora sim. Estão prontas?

LL.

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O que é moda artesanal, afinal?

Nos últimos dias muita gente tem ficado curiosa com a proposta de moda artesanal. Me perguntam, dentre outras coisas, se as roupas são realmente costuradas inteiramente a mão. Não, não são. O que acontece é que elas não são feitas em larga escala. São peças feitas uma a uma, de coração e alma, com precisão e total atenção aos detalhes.

Toda peça é feita individualmente, seguindo seu respectivo roteiro de produção e conferida minunciosamente em todas as etapas. São cortadas uma a uma. Durante a costura, no caso de erros, a roupa é refeita – e não fazemos costura sobre costura. Os arremates são 100% manuais, assim como todos os bordados e aplicações. Eventuais sobras de tecido são cortadas rente à costura para um acabamento perfeito. As roupas prontas são passadas com delicadeza antes de serem etiquetadas e embaladas por mim, junto com uma última conferida: nada escapa dos nossos olhos.

A vantagem dessa dedicação toda é a qualidade e a exclusividade, o que possibilita trabalhar lado a lado com a cliente. Mas o mais importante de tudo é que, aqui no ateliê, a gente trabalha em excelentes condições e ama o que faz. Acredito que o luxo moderno é a integridade e priorizo esse ideal na cultura da empresa.

Em tempos de alta tecnologia têxtil a confecção artesanal está desaparecendo e as consumidoras mais exigentes buscam algo que seja diferente do resto, algo que defenda seus valores e convicções e os traduza a uma realidade prática. O resultado é um produto feito com carinho e cuidado exclusivamente para alguém especial: você.

A alta costura francesa é o exemplo mais tradicional de moda artesanal, onde cada peça é feita à perfeição. Para quem quer saber mais, recomento a leitura da matéria da Veja São Paulo sobre o feitio das bolsas Hermés: Aqui.

É claro que estamos muito longe de comparações com as Maisons europeias, mas penso grande e procuro me inspirar nos melhores – lembrando que a Coco Chanel dos pampas aqui pratica preços acessíveis e não usa pele animal.

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A estampa de todas as vezes

Atemporal e adequado a todas as estações, o xadrez é a estampa que mais se fez presente na minha primeira coleção justamente pela sua versatilidade.

De origem europeia –  trazido ao guarda-roupas feminino em 1916 por Coco Chanel – e marca registrada da Burberry, hoje é um clássico para todas as idades e estilos.

Que outro padrão é sinônimo do preppy/colegial e ao mesmo tempo do grunge/punk rock? A ideia é oferecer uma peça que seja adaptável e todos os estilos e usável por muito mais que uma ou duas temporadas.

Não se convenceu? Dá uma olhada nesses looks modernos e nada caricatos.

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